10

Poema - Sorriso

- Dessa vez resolvi começar diferente, pela explicação... Só pra ver como que fica e se gosto disso -

Um novo poema! Novo MEEEEESMO... xP

Ontem teve uma palestra muito interessante que não prestei atenção e fiquei escrevendo isso aí em cima. Uma parte (o rascunho, pra ser sincero), terminei agora cedo... O poema não é dos melhores, mas para quem está destravando a rimação e a mão boa pra caneta... Ah, eu gostei!

Novidade legal: surgiu um oportunidade de emprego! =D
.
.
Sorria, bela jovem! Sorria simplesmente,
Pois o seu sorriso é mais envolvente
Do que qualquer outro no presente
... e me cativou!

Vá! Vá e mostre a todos do que é capaz,
Traga ao mundo a sua paz
E exiba toda a sua beleza!
Não! Não faça isso, por favor.
Fique e permita que, com amor,
Eu admire essa sua grandeza.

A distância me permite apenas observar,
Mas um dia especial há de chegar!
Eu lhe garanto.

Sorria, bela jovem! Sorria para mim
Aquele mesmo meigo sorriso que, enfim,
Alegrou meu coração!

6

Poema - Um sonho e nada mais

Tive um sonho

E me lembro bem disso

Foi lá que a conheci

A “mulher dos sonhos meus”

Nas vagas lembranças do meu inconsciente

Na realidade nunca a vi, não

E nem se quer sei o seu nome

Mas ela era perfeita

Ideal para mim

Ela tinha uma voz doce

Uma pele bonita e mente boa

Seu corpo se encaixava perfeitamente em mim

E seus olhos jamais esquecerei

Foi um belo sonho, é verdade

Só a presença dela já o faria

Com direito a guerra e romance

Mas a guerra não teve vencedor

Fomos todos derrotados

E o romance não foi selado com um beijo

Não vivi um filme

Não vivi um conto de fadas

... não tive um final feliz

Um sonho e nada mais

Mas dizem que os sonhos

Podem se tornar realidade

- amém! -

... ou viverei eternamente sonhando.

.

.

SIm, eu voltei! =F


pra comemorar data tão importante, um poeminha novíssimo! fiz hoje cedo, logo após acordar...

e aos que esperam o fim de "A lenda de Bartô", um pouco de calma. começei a terceira parte (acho, repito: acho, que a última)


e, para fechar, parabéns, Matheus! DEUS te abençoe aí em Portugual ou em qualquer parte do mundo, parceiro!

4

Conto - Parte II. Renascimento

“Ele está vivo!” pensou Letícia naquele momento. Ela estava muito chocada com o que via, não conseguia para de pensar: “Então a lenda é verdadeira...”.

Quando o telefone tocou, foi Jéssica quem atendeu. Ela era a secretária do museu, uma mulher de vinte e dois anos de idade, loira com olhos verdes (e um olhar simpático), baixa e de pele clara, tinha uma voz meiga e cativante e quando sorria era um sorriso grande e afetuoso. Jéssica era também a melhor amiga de Letícia.
- Lê... – chamou ela. – telefone pra você.
- Ah, obrigado. – agradeceu Letícia. – Quem é?
- Um menino chamado Fernando.
- Fernando... – Letícia tentava se lembrar quem era esse menino. – Fernando?!
Quando ela se lembrou do menino que a pouco mais de uma semana estivera naquele museu com a turma do Colégio Machado de Assis, seus pequenos olhos mestiços – traços que herdara da família japonesa de seu pai – se arredondaram com o espanto.
- Hãn... Alô?
- Letícia? É você a instrutora que guiou minha turma durante a visita que agente fez aí? – a voz do outro lado variava muito o timbre enquanto eram pronunciadas as palavras, variando entre uma doce voz infantil até uma voz grave de homem formado. Efeitos da puberdade, conclui Letícia.
- Ah, sim. Sou eu! – ela respondeu com calma. – O que deseja?
- Lembra aquele trabalho que a professora Cristina passou aí dentro?
- Claro, lembro. O que tem ele?
- Preciso da sua ajuda. Coisa rápida. – pediu o menino. Parecia muito necessitado de ajuda, como se aquilo valesse uma vida.
- Nossa. Parece importante... claro, eu ajudo! Do que precisa?
- Minha ideia é a seguinte: apresentar as características do cavaleiro e da princesa com bastantes detalhes. Tem como me ajudar? Passar essas características e eu ir aí ver a imagem do cavaleiro e do cavalo também pra poder escrever no trabalho... Por favor!
- Claro. Diga quando você virá aqui, que eu te ajudo a escrever!
- Muito obrigado! Estarei aí no sábado de manhã. Tudo bem?
- Combinado então. Eu geralmente chego às 9:00 no sábado, ok?
- Ok! E muito obrigado, de novo!
- De nada...
Ela desligou o telefone e olhou para a amiga. Letícia ainda estava surpreendida com o menino que a buscou para o trabalho e parecia que Jéssica não estava compreendendo muito o quê ocorrera. Com uma rápida explicação, Letícia colocou a amiga no assunto e voltou ao trabalho, pois o museu estava estranhamente lotado. Fazia muito tempo que tantas pessoas não procuravam aquele lugar.

Nada demais ocorreu naquela semana para Letícia. A vida continuava a mesma, os estudos estavam cada vez mais pesados (agora com um novo trabalho no qual deveria falar sobre Artistas Renascentistas e suas Tendências) e ainda tinha o trabalho no Museu de arte.
Sempre que podia, ela visitava o Santuário do Cavaleiro – uma escultura de pedra de um cavaleiro deitado, com sua espada sobre o corpo e um grande elmo bem detalhado em pé, ao lado da cabeça do homem –, pois adorava a lenda que o envolvia. Ela enchia seu coração com emoções desiguais. Letícia também havia descoberto novas versões para a lenda e lera cada uma delas várias vezes. Era algo que a envolvia de várias formas inexplicáveis. E estava preparando uma boa descrição para ajudar o menino Fernando que voltaria no sábado para conversar com ela sobre a lenda. Além disso, criou uma forma de relacionar o Santuário ao seu trabalho universitário, pois a escultura possuía várias das características daquela época, tais quais: a proporção com a realidade e a representação do homem como ele realmente era.

Na sexta-feira, Letícia e Jéssica combinaram de ir ao Music, um barzinho que abrira recentemente e estava sendo alvo de vários comentários entre a juventude londrinense. Como Jéssica dirigia, ela passou para dar uma carona para Letícia.
Letícia decidiu se vestir com um vestidinho que ela ganhara de seus pais no último Natal. Era uma peça singela, na cor azul-marinho e com alguns detalhes mais claros na barra, que ficava alguns milímetros acima do joelho de Letícia. Soltou parte do cabelo naturalmente liso – outra herança que recebera dos orientais – e com a outra parte fez um pequeno coque por cima, seguro por um fino hashi tão preto quanto seu cabelo e detalhado com o desenho de um dragão prata. Nos pés, levava uma sandália que deixava seus meigos pés e suas unhas vermelhas a mostra.
Jéssica, por sua vez, vestiu uma blusinha verde finamente decotada e um jeans azul escuro com alguns strass nos bolsos. Ela deu uma valorizada em seus olhos também verdes, passando um lápis em volta. Suas unhas estavam numa cor de renda simples, mas muito bela. Em cada orelha havia um brinco de prata, com o formato de uma gota de lágrima e seus lábios brilhavam em contraste com sua pele clara. Ela concluía seu visual com uma bela pulseira igualmente prata que levava alguns pingentes em seu braço esquerdo.
Não demorou muito e logo estavam na Avenida Tiradentes, onde ficava o Music.
O barzinho era um lugar alegre, com cores vivas nas paredes e muitos pôsters de bandas de todos os lugares do mundo (a maioria muito famosa). Um grupo formado por quatro homens e uma mulher fazia o ambiente ficar harmonizado com uma música muito pesada enquanto, do lado direito da banda, um outro grupo, um trio de mulheres, aquecia as vozes e preparava os instrumentos para subir ao pequeno palco que ficava bem no centro do bar. Ao redor dele, várias mesas estavam dispostas e alguns garçons uniformizados de camisetas vermelhas, e calças pretas perambulavam entre elas, levando, na sua maioria, cervejas e porções de carnes para os clientes. O Music estava lotado, sobrando apenas algumas poucas mesas vazias, duas ou três pelo que Letícia pôde ver.
As duas decidiram sentar-se a uma mesa no canto direito do bar, distanciadas do palco para que o volume alto não as deixasse perturbadas. Sem demora, veio até elas um rapaz alto, de ombros largos, cabelos escuros como o breu, ele tinha a pele bronzeada ao melhor estilo de um surfista do Hawaii. O rapaz foi até elas com um enorme sorriso no rosto, que mostrava seus dentes brancos de neve. Era o garçom que iria atendê-las.
- O que desejam? – perguntou enquanto pegava no bolso um palm-top para anotar os pedidos.
- Por enquanto só uma Coca. – respondeu Jéssica sem tirar os olhos do rapaz.
- Eu também, por favor. – disse Letícia, não menos interessada. Depois de alguns segundos, o garçom se dirigiu para a adega, que ficava ao lado da porta para a cozinha, no lado oposto do bar, deixando as meninas suspirando atrás dele.
As duas conversaram um pouco sobre o garçom e outros temas importantes, dividiram uma tábua de picanha com acompanhamentos e uma farta salada verde.
Infelizmente, ambas teriam que trabalhar no sábado – Letícia no museu e Jéssica em uma empresa de construções civis, que era seu outro emprego. – e acordariam cedo, por isso decidiram deixar o Music pouco antes da meia noite. Após uma breve viagem, Letícia desceu do New Fit vermelho de Jéssica e entrou em seu apartamento na Rua Professor Samuel Moura.
Letícia viu Fernando chegar no horário marcado e logo eles começaram uma conversa sobre o Santuário do Cavaleiro, cada um dizendo coisas novas para o outro. Com isso eles perceberam a riqueza e a variedade de lendas que envolvia o cavaleiro e discutiram um pouco sobre qual seria a original.
- O que está escrito ali? – perguntou o menino, apontando para uma escrita antiga que estava gravada ao pé do cavaleiro.
- Ah, aqui? – disse Letícia enquanto se agachava e acariciava as letras. – Está em grego. É algo como “Ao Senhor da Justiça. Que a paz reine em seu coração!” ou algo do tipo. Não lembro agora.
- Legal! Aposto que serei o único a ter isso no trabalho!
Fernando fez algumas anotações em seu caderno e voltou seu olhar para o cavalo. Ele era marrom, tinha um brilho na pelagem que cegava se ficasse olhando para ele muito tempo. Seus músculos pareciam fortes e rígidos e sua crina era tão longa que cobria todo o pescoço do animal do lado em que estava caído. Sua sela era detalhada com várias jóias em muitos tons de vermelho e havia as mesmas palavras gregas inscritas no cabresto. Mas o que realmente chamava a atenção era que todas as partes metálicas, inclusive as ferraduras, eram de prata.
- A prataria é lustrada sempre, por isso brilha tanto. – Comentou Letícia. – Hmmm... Uma coisa que acho que você não vai precisar, mas eu gosto é que dizem que há um único violino no mundo no qual o arco foi feito com a crina desse animal, e que essa foi a única vez que ele teve sua crina aparada. Mas cada pessoa que conheço aponta um violino. Sinceramente, não sei em qual acreditar...
Eles seguiram conversando sobre o cavaleiro após uma rápida explicação de Letícia sobre qual a função da crina de um cavalo em um violino. Após longas horas de conversa, Fernando fez uma pergunta que pegou Letícia desprevenida:
- Como você acha que era o nome dele?
- Por essa eu não esperava! Sinceramente, não sei. Eu já li inúmeros nomes em vários lugares, cada um mais improvável que o outro. Já criei e abandonei minhas próprias idéias sobre isso. Mas por que quer saber isso? Você mesmo pode dizer o que acha!
- Eu queria a sua opinião. Não sei por quê, mas desde que vi essa escultura me veio na mente o nome “Bartô”.
- Bartô? – repetiu Letícia.
Houve um segundo de silêncio.
Barulho de pedra se chocando.
Quando eles se viraram para o Santuário novamente, havia uma forte luz roxa saindo de onde estavam os olhos do cavaleiro. Um pouco depois, uma luz vermelha saiu de cada olho do cavalo.
Letícia sentiu o tempo parar ali.
Fernando estava com os olhos fechados por causa da claridade.

Tudo fora muito rápido, ao ponto de nenhum dos dois conseguir traduzir o que ocorrera.

Quando percebeu, Letícia estava olhando para um belo homem, de ombros largos, cabelos curtos e de cor castanho escuro. Os olhos dele eram caramelo e passavam uma ideia de grande poder. Seu rosto estava numa expressão de dúvida, mas não perdia a grandeza. Suas vestes eram bem diferentes das normais, além de estarem muito gastas. Ele estava acariciando o pescoço de um belo e forte cavalo marrom, com o qual conversava quase num sussurro, mas isso não impediu Letícia de ouvir aquela grossa voz. Eram palavras de consolo, mas era o homem quem chorava.
“Ele está vivo!” pensou Letícia naquele momento. Ela estava muito chocada com o que via, não conseguia para de pensar: “Então a lenda é verdadeira...”.
Continua...
.
.
Cara... esse deu trabalho pra sair x.x


Mas, antes de mais nada, devo agradecer ao pessoal que me incentivou (a maioria cobrou) a continuar esse conto! Muito obrigado
Em especial, um MUITO OBRIGADO à duas meninas que salvaram minha pele na tarde de sexta, enquanto fazia alguns a maior parte da história.
Thais Ap. e Ivanna, vocês são demais! *-*


Nessa segunda parte eu tentei dar mais foco na descrição das personagens e cenários, o que passou batido na primeira. As meninas eu imaginei parecidas com duas amigas minhas (quem adivinha quais são?) e os rapazes eu viajei mesmo, lembrando de desenhos animados e filmes sem graça.


Espero não demorar tanto com a terceira parte, mas isso só o tempo dirá...
E então espero que tenham gostado desse novo conto =D

4

Conto - Parte I. A Lenda de Bartô

- Tu não escaparás, bruxa! – bradou o cavaleiro. – Liberte-a!
Nem bem terminou de pronunciar tais palavras, um jogo de luzes roxas e vermelhas tomou sua visão. Ele lutou bravamente contra aquela força desconhecida, mas não resistiu e, aos poucos, foi se entregando à escuridão total.



- Este é o Santuário do Cavaleiro. – disse Letícia apontando para uma espécie de túmulo, onde a imagem perfeita de um homem estava petrificada. – Como podem ver, as roupas que o cavaleiro usa estão gastas, para simbolizar as muitas lutas que esses homens passavam em prol de seu rei.
Um menino de aproximadamente 12 anos ergueu a mão e Letícia deixou que ele perguntasse:
- É verdade que há uma lenda sobre esse cara?
- Sim, é verdade, mas não posso dizer que ela seja verdadeira, já que é uma lenda. – disse Letícia, lendo os pensamentos do menino.
Logo vários meninos e meninas da turma começaram a pedir que ela lhes contasse a lenda. Após receber um sinal positivo da professora da turma, Letícia começou:
- Tudo bem! Eu conto – disse ela por fim (“Oba!” – “Isso aí!” – exclamaram os alunos em sequência) – Reza a lenda que este foi o melhor cavaleiro que o rei Thor III teve durante todo o seu reinado. Nenhum homem ou monstro era capaz de derrotá-lo, desde que as causas da batalha fossem justas.
“O rei sabia das condições e por isso não mandaria o cavaleiro fazer nenhum trabalho sujo. Ele tinha medo de que seu mais valoroso homem fosse perdido por uma falha sua.”
“Anos se passaram, o rei ficou cada vez mais poderoso e temido pelos seus inimigos, que conheceram as lendas sobre este cavaleiro rapidamente. O reino viveu em paz, pois todos sabiam que a justiça existia pelas mãos do mais nobre cavaleiro...”

- Qual era o nome dele? – perguntou uma menina, corando rapidamente com vergonha de sua intromissão.
- Ninguém sabe dizer. – disse Letícia de uma forma teatral ao ponto de impor respeito (ou medo) em alguns pequenos rostos ali presentes. – Continuando:

“O reino era próspero, muitos queriam ir morar lá e mau nenhum conseguia penetrar as fronteiras, pois o cavaleiro com seu fiel cavalo” – ela apontou para um cavalo empalhado que estava próximo ao Santuário, numa pose de combate. – “varriam o reino e expulsavam a maldade.”.
“Depois de muito tempo combatendo a favor de seu rei e de seus princípios, o cavaleiro se deparou com algo que nunca sentira antes: a solidão. Ele tinha bons amigos, inúmeros companheiros de aventuras e muitas mulheres que queriam se casar com ele, mas nada disso impediu que a solidão invadisse seu peito e começasse a pressioná-lo de forma cruel e covarde.”
“Quando o rei percebeu o que afetava seu cavaleiro e amigo, ofereceu-se para encontrar a mulher ideal a quem o nobre cavaleiro pudesse entregar seu coração. Rei Thor III chegou a oferecer a única filha que tinha, a princesa Aurora, já que ela era a mulher mais bela de todo o reino. A princesa aceitou de bom coração, pois sabia que o cavaleiro era um ótimo partido e a faria infinitamente feliz.”
“Quem não aceitou foi o próprio cavaleiro, porque conhecia a princesa e sabia que por trás de tanta beleza se escondia uma enorme arrogância e um coração muito podre! Sendo ele um cavaleiro da justiça, jamais conseguiria viver ao lado de uma mulher que não preza pelos mesmos princípios que ele. ‘A beleza não é tudo que preciso, meu rei.’ foi o que ele respondeu quando recebeu a proposta de casamento.”
“O rei entendeu seu amigo e propôs que todas as mulheres do reino fossem trazidas para o castelo, a fim de que o cavaleiro pudesse conhecê-las e encontrar em alguma o amor que buscava. Novamente Thor III estava errado quanto os desejos de seu amigo. Depois desses erros, o rei compreendeu o que se passava no coração de seu amigo.”
“Sem demora, Thor III permitiu que o cavaleiro saísse em viagem e seguisse as ordens de seu coração. Mais rápido ainda, o cavaleiro saiu com seu fiel alazão e deixou que o destino guiasse seus passos.”
“A princesa, tomada de ódio pela rejeição que sofrera, seguiu os passos do valoroso cavaleiro. Ela estava disposta a pagar qualquer preço para que pudesse vingar tamanha vergonha que o cavaleiro a fizera passar. Ela estava cega, pois nunca tinha sido rejeitada antes, nem o seu menor desejo havia sido negado.”
“O cavaleiro andou por todo o reino sem perceber que estava sendo seguido pela princesa. Conheceu mulheres, fez novos amigos, ajudou pessoas necessitadas, fez tudo que o destino colocou em sua frente, pensando que pudesse ser o caminho para o amor verdadeiro que ele logo encontraria.”
“Mas o amor dele nunca apareceu e depois de dois anos de busca ele resolveu voltar para o castelo, pois o rei certamente estava precisando de seus serviços. Porém nesse tempo a princesa se envolveu com pessoas de todos os lugares, boas e ruins. Aprendeu a ser mais companheira e também a se virar com bruxarias. Aprendeu a amar e a odiar mais a cada dia. Ela se tornara uma mulher muito boa, mas uma bruxa muito má ao mesmo tempo.”
“Quando estava próximo ao castelo, o cavaleiro encontrou uma mulher que não reconheceu. Ela vestia roupas pretas como a noite, mas era bela como o amanhecer do dia. Ela ostentava muito poder em sua face e tinha um sorriso malicioso. O cavaleiro então pensou: ‘Será que minha busca me trouxe a esta diferente mulher?’”
“A mulher foi ao seu encontro e cumprimentou-o. Ele, sendo um cavaleiro, cumprimentou-a e eles se perderam em uma longa conversa sobre a jornada do cavaleiro. Mas nenhum dos dois dissera seu nome.”
“Quando entrou no castelo, foi recebido pelo seu amigo rei Thor III enlutado. Ao questionar o que houvera acontecido para que o luto tomasse o castelo, o cavaleiro recebeu a notícia de que a princesa Aurora fugira logo depois de sua viagem e que o rei esperava que ele tivesse notícias dela.”
“Chocado e se culpando pela fuga da princesa, o cavaleiro se ajoelhou e prometeu ao amigo-rei: ‘Meu senhor, peço perdão e reconheço a culpa por essa ocorrência, mas prometo: só volto a pisar em vosso castelo desde que a princesa Aurora aqui esteja, sã e salva! E se o pior aconteceu, eu buscarei e protegerei sua alma, onde quer que ela esteja!’. O rei ficou maravilhado com o nobre ato do valoroso cavaleiro e decidiu não intervir em seus pensamentos novamente, permitindo que ele seguisse em outra viagem. O rei apenas disse: ‘Meu amigo, levanta-te, pois falo a ti como irmão que sempre quis ser. Agradeço os teus atos e não te impedirei! Apenas te peço uma coisa: tomes cuidado, pois não sabemos o que tomou o coração de minha jovem Aurora e temo por isso.’”.
“Sem tardar, o cavaleiro saiu do castelo e foi para a taverna mais próxima, com o objetivo de dormir aquela noite e sair descansado antes do amanhecer.”
“Para sua grande surpresa, a mulher que conhecera o esperava na porta da taverna e antes de qualquer coisa ela lhe disse: ‘Não precisas buscar mais, nobre cavaleiro. Cá estou eu! A jovem princesa Aurora a ti se apresenta’. A mulher disse isso e tirou as vestes pretas que cobriam seu corpo, revelando as roupas de princesa que ela usara no dia em que o cavaleiro recusou a oferta de casamento que o rei lhe propusera.”
“Isso foi um grande choque para o cavaleiro, que só pôde pedir:”
- Por favor, minha princesa, volte para seu pai, pois ele necessita!
- Só farei o que me pedes, se tu fizeres o mesmo. Tenho um pedido. – respondeu a princesa, exibindo um doce sorriso no rosto.
- O que eu puder fazer pelo meu amigo, eu farei. – prometeu o cavaleiro, sem pensar nas palavras que pronunciou.
- Peças ao meu pai que te conceda minha mão em casamento. – disse Aurora, com uma malícia que assustou o nobre cavaleiro.
“O cavaleiro abaixou a cabeça, pois não conseguia olhar para aqueles olhos que lhe falavam e pronunciou num sussurro:”
- Não posso. Perdão!
“Tomada por uma raiva crescente e com seus novos poderes aflorando em seu peito, Aurora não conseguiu se segurar e explodiu de raiva. Uma aura cinzenta e brilhante cobriu o seu corpo, seu rosto foi coberto por um véu roxo e sua voz saiu distorcida quando ela gritou:”
- POR QUÊ?
- Não posso fazê-la infeliz, mi lady! – disse o cavaleiro. Ele não sabia o que estava acontecendo com a princesa, era diferente de tudo que ele já vira antes ou combatera.
“Não sabendo como tratar aquilo que a jovem princesa sofria, mas com a certeza de que ela era incapaz de ser maligna, o cavaleiro continuou o diálogo crendo que ainda conversava com a Aurora que conhecia.”
- Confesso que esses dois anos deixaram-te ainda mais bonita, princesa Aurora. E a conversa que tivemos provou que seu coração foi modificado, aparecendo inúmeros adjetivos a mais que possam qualificá-la como uma ótima mulher, mas o que está acontecendo contigo agora, mi lady Aurora?
“O véu que cobria o rosto da jovem princesa desapareceu e o seu rosto tornou a ser sereno e calmo. Ela sorriu com simplicidade e timidez para o cavaleiro que logo reconheceu naquele sorriso a verdadeira herdeira de seu amigo Thor III.”
- Continuas o mesmo de sempre, cavaleiro. – disse ela com sua doce voz de volta. – Mas minha condição não mudou, ainda que seus atos sejam tão nobres.
- Não posso, princesa. – disse o cavaleiro com dor no coração, baixando a cabeça outra vez.

- Essa história não tem fim, não? – perguntou o menino de maior estatura do grupo.
- Cala a boca, Fernando! – disse outro.
- É! Deixa ela contar! – falou uma menina.
- Termina, moça. – pediram outros tantos.
- Silêncio, pessoal! – disse a professora. – Ou Letícia não poderá terminar a história...
A turma toda ficou em silêncio, até Fernando, o menino que interrompera a narração, ficou quieto ao ouvir a voz da professora.

“A princesa foi tomada novamente por aquela energia raivosa que a cercou antes e o cavaleiro pôde enfim perceber que sua lady não era mais a mesma. Ele decidiu que deveria tentar libertá-la para o bem dela mesma. Tomado por sua coragem e bradando sua espada ele decidiu combater o mal que aflorava da princesa.”
- Tu não escaparás, bruxa! – bradou o cavaleiro. – Liberte-a!
“Nem bem terminou de pronunciar tais palavras, um jogo de luzes roxas e vermelhas tomou sua visão. Ele lutou bravamente contra aquela força desconhecida, mas não resistiu e, aos poucos, foi se entregando à escuridão total.”
“O rei Thor III encontrou o cavaleiro assim como vemos hoje e reconheceu que ele merecia muitas honrarias. Assim, o rei mandou que empalhassem seu cavalo – que também fora atingido pelo jogo de luzes – em uma posição de combate e criarem um altar em que o cavaleiro petrificado pudesse descansar em paz.”
“Para concluir, o rei ordenou que todos do reino ocultassem o nome do cavaleiro, crendo que só uma pessoa de bom coração, capaz de salvar a alma do jovem para sempre fosse capaz de pronunciá-lo no momento certo. Por isso ninguém sabe o nome do cavaleiro até hoje.”
“Também ninguém nunca soube o que aconteceu com lady Aurora, nem mesmo o rei que pediu buscas por todos os lugares da terra.”

Aplausos se seguiram após o término da bela e dramatizada narração de Letícia. Algumas crianças cochichavam comentários sobre a lenda e criavam prováveis fins para a princesa-bruxa.
Depois de um pequeno intervalo, a professora pediu silêncio e anunciou:
- Ok, turma. Já que todos gostaram da lenda, quero que produzam uma redação contando-a novamente e criando um fim para a princesa. E valerá nota!
Muitos reclamaram da tarefa dada. Quando o pequeno caos foi controlado, Letícia voltou a mostrar o museu para os alunos ali presentes, seguindo para o próximo bloco de obras, réplicas e originais de Michelangelo e outros renascentistas.
Continua...
.
.
"Ideias a mil!" ueheuhe
Rapaz, esse texto ficou grande! x.x
Aqui no blog ele parece maior ainda... Mas minhas ideias para ele vão além disso. MUITO ALÉM...
O nome usado para o aluno Fernando não é por acaso. Quando estava escrevendo achei que nunca chegaria ao fim... euheuheuhe
Alguma sugestão para a próxima parte?
Parte II. Renascimento.

6

Carta - Um pouco de drama.

As palavras estão me fugindo nesses dias.
Sim, parece que elas não mais querem saltar para o papel. Parece que elas não gostam mais de mim o suficiente para, juntos, formamos frases e pequenos textos que agradem a mim mesmo. – não sei se os textos agradam as palavras que neles estão, já que nunca conversamos sobre isso...

Enfim, preciso de uma ajuda para voltar a escrever decentemente!

E não é segredo para ninguém que minha inspiração é apenas uma, apesar de que eu mantenha em sigilo a identidade da musa. E o continuarei fazendo, principalmente agora.

A musa que tem os mais fortes e belos olhos que já vi. A mulher mais indescritível que conheço e a que cada vez mais me surpreende. A menina que enche meu coração de alegria e que me faz sonhar acordado. “A única que me faz compor.”

Talvez eu esteja perdendo a prática, ou talvez seja essa saudade que eu sinto!

A falta que aquela musa me faz chega a ser cruel.
A dor que sinto ao pensar nela é maior do que suporto.
Não paro de pensar nela... Naqueles olhos que me enfeitiçaram numa noite e que não consigo esquecer.
Meu coração inflama com uma simples lembrança.
Tudo me lembra ela!

Nos momentos bons eu lembro daquele sorriso tímido que ela sempre solta antes de corar um pouquinho. Lembro também de um momento em especial, um em que olhamos um no olho do outro, sem palavras e sem malícia, mas em que meu coração disparou de alegria e esta foi a melhor sensação que tive até então.
Nos momentos ruins eu me lembro de como era bom estar todas as manhãs ao seu lado e de como o mundo não importa se ela está por perto. Eu tento me lembrar daquela voz que me acalma e acelera meu peito...

... não ouvir a verdadeira dona da voz está me matando.

Se eu sobreviver a tudo isso, farei com que não seja em vão o meu sofrimento.
Se eu conseguir transformar todo esse sofrimento em alegria, irei dividi-la com a minha amada.
Se esses dois sonhos se realizarem, serei feliz.

Mas chega de drama! Quando chegar a minha casa, eu queimo esses papéis e tento sentir nas chamas o calor que me falta.
Quem sabe não funciona?

Talvez a felicidade esteja próxima de mim e eu que não sei como alcançá-la.
Espero que minha musa me ensine a conquistá-la...
.
.
Pra começo de conversa: Não! Não copiei do livro Lua Nova a ideia de "... não ouvir a verdadeira dona da voz está me matando.", ok? xP
Esse eu gostei, mas acho que poderia ter ficado melhor. Pra mim, faltou algo no texto... =/
O que acham?